Conheça o potencial dos agrominerais silicáticos

O Brasil ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores de fertilizantes do mundo. Apenas em maio de 2025, foram entregues ao mercado nacional 3,7 milhões de toneladas do produto, um salto de 13,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os dados são da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o consumo já ultrapassou 15,8 milhões de toneladas, evidenciando a dependência crescente de insumos químicos importados para sustentar a produção agrícola.

 

A demanda deve aumentar nos próximos anos visto que o país tem potencial para responder por quase metade da produção mundial de alimentos. O panorama influencia e impulsiona empresas e pesquisadores brasileiros a buscarem alternativas mais sustentáveis e acessíveis, como os remineralizadores de solos (REM). Os profissionais da área tecnológica podem ter a chave para acelerar soluções escaláveis, transformando agrominerais silicáticos (AGSi) em insumos que devolvem vitalidade ao solo, reduzem a dependência externa de fertilizantes e abrem novas frentes para a sustentabilidade econômica e ambiental.

 

Tal inovação pode melhorar a produtividade agrícola e reforçar o protagonismo brasileiro na busca por práticas alinhadas aos compromissos climáticos globais. “O Plano Nacional de Fertilizantes (PNF-2050) indica que precisaremos de aproximadamente 75 milhões de toneladas anuais para remineralizar toda a área agricultável do país. Portanto, será necessário o investimento e financiamento da indústria de produção de REM. Precisamos também ampliar o conhecimento e aumentar a difusão e transferência de aprendizados no meio técnico, produtivo e científico”, conta a Dra. Gisele Freitas Vilela, engenheira agrônoma e pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Territorial.

 

Para despontar nesse cenário, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) lançou no ano passado o painel interativo ‘Informe de Recursos Minerais — Avaliação do Potencial Agromineral do Brasil: Estado de São Paulo — Fase I’, como parte da série Insumos Minerais para Agricultura do Programa Mineração Segura e Sustentável.

 

O estudo tem como destaque os agrominerais silicáticos, rochas derivadas de materiais silicatados que podem ser utilizados como remineralizadores ou fertilizantes silicáticos (FSi). Esses insumos, classificados como fertilizantes minerais, são alternativas sustentáveis ao uso de produtos químicos tradicionais. De acordo com o SGB, ainda que os resultados sejam promissores, os materiais passarão também por testes agronômicos controlados, com diferentes tipos de solos e culturas, etapa essencial para validar a eficiência agrícola.

 

Leia a matéria completa na página 31 da 17ª edição da Revista do CREA São Paulo!

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