Chuvas intensas, clima quente e períodos prolongados de estiagem têm se tornado cada vez mais frequentes nas cidades brasileiras. Diante desse cenário, o planejamento urbano aliado à Engenharia e à Agronomia é um dos caminhos para reduzir os efeitos das mudanças climáticas e tornar os municípios mais resilientes. Esse foi o tema de mais uma edição do quadro “Engenharia na Real”.

Exibido no programa Balanço Geral, da RecordTV, o conteúdo, produzido em parceria com o Crea-SP, contou com a participação da diretora técnica do Conselho, engenheira agrônoma Gisele Herbst Vazquez, e apresentou exemplos de como áreas verdes planejadas podem melhorar o microclima urbano, aumentar a permeabilidade do solo e reduzir o risco de alagamentos.
A reportagem visitou o Parque Linear Tiquatira, na zona leste da capital paulista, exemplo de infraestrutura verde integrada ao ambiente urbano. Além de oferecer um espaço de lazer, o parque auxilia na absorção da água da chuva, reduz o calor e melhora a qualidade do ar na região.
Durante a reportagem, Gisele explicou que o avanço da urbanização reduziu significativamente as áreas permeáveis das cidades. “A cidade se urbanizou de um modo a cimentar e concretar toda a parte permeável. No momento de uma grande chuva, essa água não consegue infiltrar no solo, e isso acaba causando grandes inundações”, destacou.

Segundo a diretora técnica, o planejamento dessas áreas depende da atuação integrada de diferentes profissionais. “É uma equipe multidisciplinar que trabalha com Soluções Baseadas na Natureza (SbN), aumentando a permeabilidade do solo com jardins de chuva, escolhendo espécies adequadas e realizando podas corretas”, explicou.
O conteúdo também mostra que árvores e parques lineares desempenham funções importantes para o equilíbrio ambiental. Além de contribuírem para a drenagem, ajudam a reduzir a temperatura e aumentar a umidade do ar. De acordo com Gisele, uma única árvore pode absorver entre 250 e 500 litros de água por dia.
Outro ponto destacado em relação aos parques lineares foi o enfrentamento das ilhas de calor, fenômeno comum em grandes centros urbanos. “O parque linear acaba funcionando como um antídoto para este efeito. Em uma cidade como São Paulo, a diferença de temperatura entre áreas muito urbanizadas e a periferia pode chegar a quase 9 ºC. Por isso, corredores verdes como esse são fundamentais”, afirmou.
Ao fim da reportagem, Gisele reforçou que investir em infraestrutura verde é uma estratégia preventiva mais eficiente e econômica para preparar as cidades para eventos climáticos extremos. “É muito mais barato trabalhar com áreas permeáveis do que construir grandes piscinões. A gente precisa começar a entender e a planejar melhor as cidades”, concluiu.
O “Engenharia na Real” apresenta a profissão de forma direta para conscientizar a sociedade sobre como a presença de especialistas registrados e habilitados no Conselho protege vidas e preserva o patrimônio.
Produzido pela CDI Comunicação

